Você precisa do serviço público, então defenda ele

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Você precisa do serviço público, então defenda ele

Você sabia que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo?

Isso mesmo, perdemos apenas para a África do Sul, Namíbia, Zâmbia, República Centro-Africana, Lesoto e Moçambique.

A desigualdade faz com que a riqueza esteja concentrada na minoria da população e a pobreza na maioria. O Brasil é o segundo país no ranking dessa concentração de riqueza, os 1% mais ricos do Brasil concentram 28,3% da renda. Neste quesito, somente o Catar está à frente de nosso país – lá, 1% dos mais ricos concentra 29% da renda nacional.

Mas o que esses dados representam para você?

Simples: se somos um país desigual nessas proporções e temos a extensão de um continente, os serviços públicos são mais necessários que em outros lugares.

 

Privatiza tudo

Aqui na nossa campanha, é meio comum comentários defendendo o “privatiza tudo”.

Isso nos gera algumas dúvidas:

  • Essas pessoas têm o conhecimento sobre o uso dos serviços públicos no seu dia a dia?
  • Fazem ideia da multidão de brasileiros que precisa desses atendimentos?
  • Elas são parte da parcela de apenas 10% da população no Brasil que não precisa diretamente da maioria dos serviços públicos oferecidos? (provavelmente, não)

Porque defender o “privatiza tudo” e ter usado a escola pública, o SUS ou qualquer outro serviço público é totalmente incoerente.

Por exemplo, no Paraná 85% dos estudantes utilizam a escola pública e mais de 70% da população depende exclusivamente do SUS.

 

Qualidade do serviço público

Você já pensou o quanto os serviços públicos têm sido atacados nesses últimos tempos? Já parou para pensar o porquê desses ataques?

Vamos lhe fazer mais um questionamento: Essas mesmas pessoas que criticam na TV o serviço público (apresentadores de telejornais ou de outros tipos de programas, ou mesmo políticos entrevistados), na hora que pegaram Covid-19, foram tratadas onde?

Com certeza, esses questionamentos te mostram justamente que essas pessoas (as “formadoras de opinião”) são aquelas que não precisam da maioria dos serviços públicos. Foram as mesmas pessoas que buscaram atendimento em hospitais caríssimos e tiveram seus médicos particulares e seu tubo de oxigênio particular.

Eles são a minoria, e representam os interesses dessa mesma minoria.

E mesmo eles não percebem que estão sendo beneficiados pelos serviços públicos com a proteção ao meio ambiente, geração de emprego e renda, infraestrutura, assistência social, cultura, urbanismo, gestão ambiental, abastecimento, desenvolvimento agrário, habitação, previdência social, saneamento, transporte, segurança, Saúde, Educação e inúmeras outras ações.

 

O fim do serviço público, agora

A Reforma Administrativa do Governo Federal, que está em pauta nesse momento de pandemia, tem um só objetivo: acabar com os serviços públicos.

Sim! Porque extinguir a figura do servidor público e contratar terceirizados ou colocar apadrinhados políticos no lugar é diminuir a ainda mais a qualidade do serviço.

Pois nesses últimos anos, você ouviu falar em investir mais no serviço público?

Foram cortes, cortes e mais cortes.

Esses mesmos ricos gritaram: “A máquina pública é muita inchada. Corte os servidores públicos”.

Resultado que você sentiu: filas aumentam nas unidades de Saúde, no INSS, em todos os lugares. Inclusive, fecham-se escolas, remédios não chegam, faltam leitos hospitalares, a Justiça se torna mais lenta, nossas cidades mais inseguras…

Não deixe que nesse eles aumentem a desigualdades em nosso país.

Defenda o serviço público, agora!

 

Tem solução?

Queremos te apresentar uma pauta mais ousada nesse momento.

Você já imaginou se todas essas pessoas ricas tivessem que ir para a escola pública, buscar atendimento no SUS, usar o transporte público e outros tantos serviços que são utilizados basicamente por aqueles que têm menos condições?

Como isso impactaria na qualidade dos serviços públicos no Brasil?

Você sabia que a Inglaterra tem um sistema público de Saúde muito semelhante ao nosso SUS, mas com uma diferença: é amplamente usado pelos mais ricos?

Na Áustria e em outros países, os filhos das famílias ricas frequentam as mesmas escolas que os filhos das famílias mais pobres.

Em grande parte das nações consideradas mais desenvolvidas, pessoas da classe média e até das camadas mais abastadas utilizam o transporte público diariamente.

Você já parou para pensar por que a universidade pública no Brasil tem muita qualidade? Por que mesmo governos neoliberais (Collor, FHC, Temer e Bolsonaro), apesar da implementação de diversas políticas de sucateamento, não optaram por acabar definitivamente com elas?

Porque as elites brasileiras sabem que o ensino privado não entrega para seus filhos a mesma qualidade de formação acadêmica, científica e humana.

Desde meados dos anos 2000, as políticas sociais ampliaram o acesso da população mais pobre às universidades públicas. É justamente por isso que ações afirmativas, como cotas raciais e sociais, são tão atacadas.

Aliás, isso mostra que as elites brasileiras são ainda mais mesquinhas do que a de outros países: querem que os serviços de qualidade existam somente para atender aos mais ricos.

Venha conosco nessa luta, compartilhe esse texto. Vamos defender a ideia de um serviço público para todos e com qualidade.

 

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