Desmonte dos serviços públicos: quem ganha (e quem perde)?

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Desmonte dos serviços públicos: quem ganha (e quem perde)?

O desmonte dos serviços públicos vem sendo arquitetado há muito tempo por setores da sociedade que não se preocupam com as necessidades da população – sobretudo a mais pobre. Para reforçar as narrativas que coloquem fim à máquina pública, eles elegeram os servidores como culpados da crise financeira do país.

A ideia é começar tirando os direitos dos trabalhadores do funcionalismo. Depois, os direitos do povo.

 

O desmonte

No Parará, o governo Ratinho Junior tem usado a pandemia do novo Coronavírus para divulgar previsões econômicas calamitosas e, com isso, cortar e negar os direitos dos servidores públicos.

A tática do governador é ocultar dados econômicos e fazer parecer que a redução salarial e as demissões de servidores são medidas iminentes. Contudo, basta um estudo mais aprofundado das finanças do estado para verificar a falta de transparência do governo.

Diferente do que ele tem pregado, o estado pode, sim, cumprir seus compromissos com o funcionalismo sem prejudicar a população paranaense – especialmente com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020, que prevê uma compensação financeira aos estados e municípios dado o enfrentamento da pandemia.

Uma vez que são os servidores públicos quem estão na linha de frente do combate à Covid-19, demiti-los ou reduzir os seus salários são decisões que desrespeitam a todos os paranaenses.

 

Quem lucra

Se o desmonte dos serviços públicos não traz benefícios à sociedade, quem lucra com ele? Resposta: aqueles que apresentam as privatizações como a salvação para o país.

Trata-se de uma parte da elite brasileira (econômica, empresarial, financeira e política) que, sob o pretexto de dar mais qualidade aos serviços prestados pelo Estado, pretendem repassar importantes instituições públicas para as mãos da iniciativa privada.

Com as privatizações, eles lucrarão em cima do Estado, e a população terá de pagar para ter acesso a serviços que são direitos fundamentais (Segurança pública, Justiça, Saúde etc.).

Enquanto eles lucram, a sociedade perde. Colocar o mercado como salvador do Estado esconde do povo a ganância por lucro alto e fácil, a extinção dos direitos dos trabalhadores e o aumento da corrupção.

 

Há solução?

É possível cuidar dos interesses da população sem penalizar os servidores. Em vez de desmontar os serviços públicos, nossos governantes deveriam discutir questões como os incentivos fiscais bilionários, a taxação de grandes fortunas (prevista na Constituição) e de fundos destinados a pessoas físicas de alta renda, a auditoria da dívida pública etc.

Os privilégios estão aí, e devem ser cortados. Certamente, não estão nas mãos dos policial militar que não tem colete a prova de bala para enfrentar criminosos altamente armados. Nem da professora que trabalha sob péssimas condições de trabalho e até sob ameaças em sala de aula. Ou mesmo nas mãos do servidor da Justiça, que acumula funções e excesso de trabalho por falta de novos concursos públicos.

Nossos servidores e serviços públicos merecem e precisam ser valorizados. Somente assim caminharemos rumo a uma sociedade mais desenvolvida, igualitária e justa.

 

 

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