Produtividade no setor público é maior que no privado (estudos já provaram isso)

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Produtividade no setor público é maior que no privado (estudos já provaram isso)

Setores que pretendem se apropriar dos serviços públicos para lucrar sobre as necessidades da população espalham a mentira de que o servidor é improdutivo. Mas essa ideia não sobrevive à análise dos números. Estudos comprovaram que a produtividade no setor público é maior do que na iniciativa privada.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), coletados entre 1995 e 2006, o índice médio de produtividade no serviço público era quase 50% em média (mais precisamente, 46,6%) maior do que na iniciativa privada, sempre com a diferença ficando maior que 35%.

O estudo concluiu, ainda, que essa diferença estava crescendo ainda mais, com 14,7% de aumento na produtividade do setor público por ano, contra 13,5% no privado, no mesmo período.

 

Produtividade na pandemia

Essa pesquisa do Ipea foi a última realizada com esse foco, mas não é difícil chegar à conclusão que os servidores públicos trabalham muito. E a pandemia vem provando isso.

Na saúde, o enfrentamento à Covid-19 colocou médicos, enfermeiros, técnicos, atendentes, motoristas de ambulâncias, dentre muitas outras funções, em regime de trabalho intenso, com plantões em cima de plantões por meses a fio, sem férias e quase sem descanso.

O mesmo aconteceu com professores de todos os níveis educacionais, que precisam se desdobrar para mudar completamente o sistema das aulas do já conhecido e adaptado meio presencial para o ainda pouco explorado meio remoto. Além de desenvolver novas formas de trabalhar os conteúdos (o que tem exigido muita criatividade), tiveram que aprender funções bem diferentes, como produção de vídeo e gerenciamento de plataformas online.

E tudo isso sem praticamente nenhum amparo das secretarias de Educação (municipais ou estaduais), muitas vezes com limitações técnicas, falta de equipamentos ou de internet de alta velocidade.

Durante todo esse tempo, a ciência brasileira também comprovou sua qualidade. Docentes de universidades públicas e pesquisadores tiveram que continuar orientando acadêmicos ou dando continuidade a projetos (sob o risco de perder anos de trabalho).

E mesmo enfrentando cortes de recursos de governos, produziram quase mil pesquisas relacionadas ao novo Coronavírus e à Covid-19.

No Judiciário, servidores de diversos Tribunais bateram recordes de produtividade. No Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), por exemplo, o aumento foi de 40% desde o início da pandemia, com trabalho intenso dos servidores que permitiram viabilizaram milhares de audiências e sessões de julgamentos.

Agentes de segurança pública continuaram trabalhando nas ruas ou nas unidades prisionais, mesmo diante de altos riscos de contaminação.

Para qualquer lado que se olhe, em tempos de batalha contra um inimigo invisível ou em tempos de mais “normalidade”, o trabalho dos servidores públicos está por todo lado, mesmo que você não tenha enxergado.

Por isso, é preciso reconhecer o trabalho de quem se dedica para garantir uma vida mais digna para a população. E valorizar o que é público, porque é para todos.

 

 

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1 Comment

  1. […] março 25, 2021março 25, 2021 sindsv 0 comentários Só quem TRABALHA no SERVIÇO PÚBLICO conhece a realidade que se passa lá. Essa pesquisa do Ipea foi a última realizada com esse foco, mas não é difícil chegar à conclusão que os servidores públicos trabalham muito. E a pandemia vem provando isso. Na saúde, o enfrentamento à Covid-19 colocou médicos, enfermeiros, técnicos, atendentes, motoristas de ambulâncias, dentre muitas outras funções, em regime de trabalho intenso, com plantões em cima de plantões por meses a fio, sem férias e quase sem descanso. O mesmo aconteceu com professores de todos os níveis educacionais, que precisam se desdobrar para mudar completamente o sistema das aulas do já conhecido e adaptado meio presencial para o ainda pouco explorado meio remoto. Além de desenvolver novas formas de trabalhar os conteúdos (o que tem exigido muita criatividade), tiveram que aprender funções bem diferentes, como produção de vídeo e gerenciamento de plataformas online. E tudo isso sem praticamente nenhum amparo das secretarias de Educação (municipais ou estaduais), muitas vezes com limitações técnicas, falta de equipamentos ou de internet de alta velocidade.   Matéria completa: epublico.com.br […]

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